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Incra é o maior vilão tratando-se de desmatamento na Amazônia

Foi com grande surpresa que recebi a noticia de que o INCRA - Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, órgão ligado ao ministério do desenvolvimento agrário, é o maior responsável pelo desmatamento da Amazônia.

A Amazônia perdeu somente no mês de Agosto, uma área de mais de 700 Km quadrados, grande parte para assentamentos.

Juntos, todos os assentamentos desmataram 220 mil hectares de florestas. O maior desmatador entre as propriedades particulares é Léo Andrade Gomes, que derrubou 12,5 mil hectares de mata nativa sem autorização.

Metade da lista é de desmatadores do estado do Mato Grosso. O Pará aparece em segundo lugar, com 37, e Rondônia tem 7 desmatadores na lista. São citados também produtores do Amazonas, de Roraima e do Acre.

A quantidade desmatada foi mais que o dobro registrado em julho, quando o desmate ficou em 323 quilômetros quadrados, e maior que o mesmo mês de 2007, quando foram desmatados 230,2 quilômetros quadrados de floresta.

Devido à distribuição das nuvens, apenas 74% do território da Amazônia Legal pôde ser visto. Praticamente não houve visibilidade no Amapá (99% de nuvens) e em Roraima (77%). O Mato Grosso ficou livre de nuvens, mas 24% do território do Pará estava encoberto, o que significa que o desmatamento nesse estado pode ser maior.

Devido a notícias como essa, que tem uma enorme repercussão internacional, outros países acham-se no direito de reivindicar um maior controle sobre a Amazônia, alegando que trata-se de um território de interesse internacional. Sem querer entrar no mérito da soberania territorial, o que para mim não tem o que ser discutido, mas sim na falta de responsabilidade, principalmente do governo federal, que deveria estar combatendo o desmatamento, e mostra-se além de conivente com o fato, responsável também, já que usa parte do território amazonico como área de assentamentos.

Fatos como esses só mancham a imagem do Brasil no exterior e abrem precedentes para futuras discussões sobre a já tão discutida Internacionalização da Amazônia.

Fontes e agradecimentos: Amazonia.org





 
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